19:51 | Author: Mundo Zazen

Irei começar minhas postagens com uma história,uma história de um monge,ela conta por que ele se tornou monge,relata os sofrimentos por que ele passou e fala da sua iluminação. Embora esse monge tenha vivido há 2.500 anos, esta história não é meramente uma história. Se assim fosse,ela nao teria importância para os que são apanhados pela mais vital das questões,bom deixe-me antes contar a história.


Siddharta era um príncipe, filhos do rei Suddhodana e da rainha Maya. Seu nascimento aconteceu entre os séculos VI e V a.c., no nordeste da Índia. Sua mãe morreu sete dias após o seu nascimento, como a mãe de todos os Budas, pois nenhuma criança é digna de nascer do mesmo útero de um Buda. Nos textos budistas, contam que ao nascer, Siddharta deu sete passos e que em cada lugar onde ele pisava nascia uma flor de lótus. A flor de lótus tem um significa especial para os budistas, pois suas raízes se encontram no lodo mas suas flores crescem no céu aberto, simbolizando a iluminação.

Ainda na barriga de sua mãe, o príncipe foi visto por sábios como um futuro grande monarca ou um asceta que renunciaria ao trono. Logo após seu nascimento, um velho sábio chamado Ansita confirmou o que havia sido premeditado, preocupando o rei Suddhodana, que sonhava com o filho se tornando um grande imperador para que o substituísse, criou o príncipe Siddharta recluso ao palácio, sem ter contato com o mundo fora dos portões do castelo e principalmente mantendo-o longe das misérias e sofrimentos da vida.

O casamento
Para manter Siddharta dentro do castelo, sem precisar sair do castelo, o rei Suddhodana providenciou o casamento do seu filho aos seus dezesseis anos. Sua esposa chamava-se Yashodhara e era sua prima, filha do irmão da rainha Maya. Quando Siddharta completou 29 anos, Yashodhara lhe deu um filho, Rahula, que foi recebido por todos com muita felicidade.

O jovem príncipe sempre ouvia comentários sobre a dura vida fora do castelo e se perguntava porque existia a diferença entre seu estilo de vida e a dos demais. Assim, contrariando a vontade do seu pai, certo dia Siddharta saiu com um seus empregados para conhecer a cidade e no caminho encontrou um homem agonizante, com o corpo deformado. Siddharta retornou ao palácio abalado. Na próxima vez que foi à cidade, encontrou um velho fraco que tinha perdido a visão. Novamente, Siddharta voltou ao palácio abalado como que viu. Em sua terceira visita a cidade viu um cortejo, onde as pessoas choravam. Era o funeral de uma criança que iria ser cremada. Siddharta entrou em choque e profunda crise existencial. Neste instante, toda a sua vida parecia ser uma grande mentira sobre uma terrível dor, sofrimento e perda a que nem mesmo ele estava livre. Finalmente, na sua última visita, ele passou por um monge errante que pedia esmolas. Sua face refletia um espírito tranqüilo. Ele caminhava com graça, sem medo e sem orgulho. Siddharta então percebeu que assim era quando se quebravam todos os elos e se compreendia o sofrimento. Assim, decidiu, aos vinte e nove anos, deixar sua família e seu palácio para buscar a solução para o que lhe afligia: o sofrimento humano.

Siddharta sempre viveu sua vida como um príncipe, onde seus servos o acompanhavam com um guarda-sol a todo os lugares que caminhava, por isso passou dias se acostumando a dormir na chuva e comer pouco. Mas logo se juntou a um grupo de discípulos onde começou a prática da meditação. Com este grupo passou dias meditando sem parar e se alimentando de poucos grãos de arroz por dia. Um dia estava magro, fraco e sem alegria. Neste momento descobriu o caminho do meio, onde viu que a alma e o corpo vivem em paralelo, que o sacrifício, como o jejum, não o levaria ao seu objetivo. Decepcionados, seus companheiros o abandonaram ao ver Siddharta aceitando comida em um vilarejo, pois imaginaram que ele não estava mais dentro dos objetivos do grupo.

Siddharta estava sozinho em sua busca novamente, confiando apenas em seu pensamento, ele resolve sentar e meditar sob a proteção de uma figueira, a árvore Bodhi. Enquanto meditava, um demônio chamado Mara, tentou de várias formas seduzir e atrapalhar o caminho do boddhisatta (pessoa que ira se tornar um Buda), mas Siddharta teve determinação e seguiu seu caminho. Mara vendo o perigo que ele representava, mandou demônios, perigosos animais e até mesmo suas três sedutoras filhas: Desejo, Prazer e Cobiça, que apresentam-se como mulheres cheias de ardor e ávidas de dar e receber prazer. Mas Siddharta além de determinado, tinha ao seu lado a mãe natureza e no exato momento que atingiu a iluminação, tocou o solo para chamá-la e mostrar o seu sucesso.

Tendo atingido sua iluminação, Buda passa a ensinar o Dharma. Eis que o número de discípulos aumenta cada vez mais, entre eles, seu filho e sua esposa. Os quarenta anos que se seguiram são marcadas pelas intermináveis peregrinações, sua e de seus discípulos, através das diversas regiões da Índia.

Category: |
You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.
Bookmark and Share

0 comentários:

:)) ;)) ;;) :D ;) :p :(( :) :( :X =(( :-o :-/ :-* :| 8-} :)] ~x( :-t b-( :-L x( =))

Postar um comentário

Página Anterior Home
subir